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Em Roraima, rio continua subindo e já deixa quatro rodovias federais inundadas

Orla Taumanan, no centro de Boa Vista, é interditada pela Defesa Civil por correr risco de ter sua estrutura arrastada pela força do rio Branco

Orla Taumanan, no centro de Boa Vista, é interditada pela Defesa Civil por correr risco de ter sua estrutura arrastada pela força do rio Branco

A cheia em Roraima se agravou nesta terça-feira (07). O rio Branco, que margeia a capital, Boa Vista, bateu sua marca histórica, com 10,8 metros acima do nível normal. Ontem o nível era de 10,02 metros. Roraima está em calamidade pública, com seus 15 municípios afetados pela cheia e quatro rodovias federais bloqueadas após terem sido invadidas pelas águas do rio e de igarapés afluentes.

A rodovia 174, que liga Boa Vista ao Estado do Amazonas, está com o tráfego interrompido no município de Caracaraí, a 140 quilômetros da capital e um dos mais afetados pela cheia do rio Branco. A ponte sobre o rio naquele município apresentou dilatação de 16 centímetros verificados no final de semana.  
 
No trecho norte da BR-174, em direção à Venezuela, o tráfego está ocorrendo apenas em metade da pista, porque parte dela está comprometida por erosão, na região de serras. Na BR-433, cabeceiras de pontes foram destruídas; na BR-401 houve rompimentos de bueiros, e a interdição total da BR-432 foi feita hoje pelamanhã, com o aumento do volume de água passando por cima da pista.

O governo informou no final da tarde desta terça-feira (07) que 35 homens do Corpo de Bombeiros de diversos Estados devem chegar esta semana a Roraima para ajudar nos trabalhos de resgate de famílias, principalmente do interior, e também na logistica para levar alimentação às regiões isoladas por terra.
Roraima enfrenta a maior cheia de sua história


 As chuvas que interditaram as principais rodovias de Roraima, isolando cidades inteiras e dificultando o abastecimento de alimentos e de combustível devem continuar até agosto, quando termina o inverno, período chuvoso na região. Segundo o governador José de Anchieta Júnior, isso impedirá que os estragos sejam recuperados de forma rápida e efetiva Mais Divulgação/Governo do Estado de Roraima

A população está alarmada com medo de sofrer com a falta de alimentos e combustível, depois que autoridades confirmaram a real possibilidade de racionamento em coletiva no Palácio do Governo. Muita gente foi aos supermercados fazer estoque e os postos de combustível continuam com filas desde a noite desta segunda-feira (06).

A Distribuidora da Petrobras em Caracaraí estava sem energia elétrica. Por esse motivo, o combustível não chegou a Boa Vista. Outras distribuidoras localizadas em Manaus que fornecem para a capital roraimense estão impossibilitadas de trazer o produto, já que a BR-174 está interditada.
Em nota, a Petrobras Distribuidora informou que “até o momento, apesar das dificuldades logísticas provocadas pelas chuvas em Roraima – especialmente restrições de energia, comunicações e acesso por via rodoviária – não há informação sobre falta de combustível na rede de postos Petrobras. A BR está monitorando a situação e mapeando rotas alternativas de entrega de produtos, em caso de necessidade, de forma a prevenir problemas de abastecimento para a região”.

Calendário escolar prejudicado

Na madrugada de hoje, condutores de veículo faziam fila nos postos para abastecer carros e encher galões de combustível. “É uma forma de me resguardar, já que não sabemos se teremos gasolina suficiente para as próximas semanas”, disse o farmacêutico Reinaldo Costa.

Outra conseqüência da cheia do rio Branco foi a suspensão das aulas nas escolas públicas da rede estadual dos 14 municípios do interior e na capital. Com isso, o recesso escolar, que começaria em 11 de junho, foi antecipado para o dia cinco, seguindo até quatro de julho, se o quadro de enchentes não se agravar.

A Vila Martins Pereira, no município de Rorainópolis, está completamente inundada, porque o rio Anauá, um dos afluentes do rio Branco, transbordou. Na região do Baixo Rio Branco, no mesmo município, as comunidades de Sacaí, Panacarica, Floresta e Remanso também estão alagadas.

O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, que se encontra em Petrolina (PE), entrou em contato com o governador de Roraima, José Anchieta, e deve se reunir com ele para discutir o auxílio que o governo federal vai dar ao Estado que enfrenta a maior cheia do rio Branco nos últimos 35 anos.

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