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Com medo do isolamento, população de Roraima começa a estocar combustível, gás e alimentos


Roraima enfrenta maior cheia de sua história; rio Branco subiu 10 metros

A população de Roraima, que enfrenta a maior cheia de sua história, já começa a estocar combustível, gás e alimentos. O rio Branco, principal do Estado, está 10 metros acima do nível normal. Em 1976, o rio chegou a 9,8 metros, até então a marca histórica. Isolado via terrestre ao sul, norte e a noroeste, o Estado está apenas no início de seu período mais chuvoso.

“Vou começar a comprar alimento, até porque mesmo antes de faltar, o preço já está aumentando, tanto da comida, quanto da gasolina”, diz Maria Luiza do Nascimento, funcionária pública.

A BR-174, que liga Roraima ao Amazonas e à Venezuela, está interditada em dois pontos, com igarapés passando sobre a pista em trechos de até dois quilômetros. É pela rodovia que chega todo tipo de suprimentos para o comércio local. A BR-401, que liga o Brasil à Guiana, teve a pista inteira coberta pelas águas do rio Branco. Nove municípios estão em Estado de emergência, também isolados via terrestre.
Das 15 comunidades do baixo Rio Branco, pelo menos a metade, segundo a Defesa Civil, está submersa. No último sábado, uma aeronave sobrevoou a região, mas não teve condições de pouso porque a única pista, localizada em Santa Maria do Boaiçu, município de Rorainópolis, ao sul de Roraima, estava inundada. Na capital, Boa Vista, a Defesa Civil contabilizou até agora 113 pessoas desabrigadas, 238 desalojadas e mais de 300 já foram atendidas.
Na manhã de domingo (05), o governador José de Anchieta (PSDB) decretou estado de calamidade pública.  Ainda ontem ele embarcou para Brasília, onde se encontraria nesta segunda-feira (06) com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra de Souza, para solicitar auxílio do governo federal.
O governador também deve solicitar da Companhia Brasileira de Alimentos (Conab) a doação de 300 toneladas de alimentos não perecíveis para atender às pessoas que estão nos abrigos ou que permanecem em casa mas sem condições de trabalhar, como é o caso dos ribeirinhos.
A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para este início de semana é de mais chuvas em todo o Estado. O Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos divulgou, no final de semana, uma nota em que afirma que Roraima deve ficar em estado de atenção por causa da possibilidade de chuva forte principalmente no extremo norte do Estado, onde está localizada a cabeceira do rio, o que faz com o nível da água aumente na capital.
A Orla de Boa Vista, localizada no Centro da cidade, foi interditada pela Defesa Civil por ter sido invadida pela água nesse domingo. Toda a estrutura corre o risco de ser arrastada pela correnteza. Em parte do centro da cidade não é possível trafegar de carro. Quem precisa ir à Caixa Econômica Federal, hospital, centro histórico e algumas ruas comerciais precisa deixar o carro distante e ir caminhando.

Comunidades isoladas

Conforme informações da assessoria de imprensa do governo de Roraima, nove municípios estão em situação de emergência. O problema está se agravando, e o volume de chuvas não diminui. Apesar de não ter havido mortes resultantes de circunstâncias provocadas pela enchente do rio Branco, existem áreas completamente isoladas. A região sul do estado é a mais afetada.
Existem plantões de 24 horas para atender aos chamados da população, e os bombeiros foram enviados para todas as localidades.
Além disso, o governo estadual já solicitou apoio da Aeronáutica e do Exército para ajudar na operação enchente. De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Leocádio de Menezes, até esta terça-feira (7) as Forças Armadas darão uma resposta ao Estado.

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