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Mianmar (País Perseguido 33/2012)


Os cristãos das áreas rurais são perseguidos com frequência pelos governantes, que se alinham com poderosos grupos budistas e tentam utilizar a religião como forma de controlar a população local.
A Igreja
O cristianismo chegou ao território birmanês no século X, levado por discípulos de Nestório* . Mais tarde chegou o catolicismo romano, no século XVI, e o protestantismo, em 1813. As reações ao cristianismo têm variado grandemente, mas o país continua sendo uma importante base para o ministério cristão na Ásia.
A Igreja se divide em três grandes grupos: batistas, católicos romanos e anglicanos. Além desses, há outras pequenas denominações protestantes.
*Nestório (em grego: Νεστόριος; ca. 386 – ca. 451) foi um monge, oriundo da Anatólia, que se tornou arcebispo de Constantinopla entre 10 de abril de 428 e 22 de junho de 431.  Acreditava que em Cristo há duas pessoas (ou naturezas) distintas, uma humana e outra divina, completas de tal forma que constituem dois entes independentes. A sua crença tornou-se a base do nestorianismo.
A Perseguição Religiosa
O governo ainda interfere nas reuniões e atividades de praticamente todas as organizações, inclusive as religiosas, de maneira explícita e implícita.
O governo impede clérigos budistas de promoverem os direitos humanos e a liberdade política, mas, ao mesmo tempo, promove o budismo theravada sobre as outras religiões, principalmente entre as minorias étnicas.
As autoridades também desestimulam, e até proíbem, a construção de templos entre as religiões menores. Em alguns casos, funcionários do governo destroem os templos construídos sem autorização. Também é necessário solicitar a permissão do governo para reformar e fazer melhorias nos templos já existentes.
Os cristãos das áreas rurais são perseguidos com frequência pelos governantes, que se alinham com poderosos grupos budistas e tentam utilizar a religião como forma de controlar a população local. No país, diferentes grupos étnicos se utilizam da religião com o propósito de atacar pessoas de outras etnias.
Cerca de 90 % dos 56 milhões de habitantes de Mianmar são budistas. A maioria da população é dividida em diversas etnias, que têm formado grupos armados e desarmados para lutar pela independência ou autonomia do país. A igreja sofre muita pressão e discriminação no Estado de Kachin, região de conflito onde grupos insurgentes de diferentes etnias lutam contra o governo, normalmente os cristãos, que são maioria em Kachin, são associados pelo exercito do país a estes grupos e acabam sofrendo as consequências.
História e Política
Mianmar, antiga Birmânia, é conhecida como a "terra dos templos" e está localizado às margens do Golfo de Bengala e do Mar de Andaman, entre Bangladesh e a Tailândia. Seu território apresenta densas florestas e é caracterizado por uma região central de terras baixas, cercadas por um anel de montanhas íngremes e elevadas. Seu verdadeiro nome, Birmânia, devida de Brahmadesh, que significa “Terra do deus Brahma”. Além disso, faz referência ao principal grupo étnico do país, o Burman. Mianmar é também conhecida como a “Terra do Ouro”, devido à variedade de suas riquezas naturais.
Acredita-se que os primeiros habitantes do território onde hoje se encontra Mianmar foram os Mons, que chegaram à região aproximadamente em 900 a.C. Já no século XII d.C., foi introduzido o budismo therevada** . O Estado foi unificado em 1054, com a fundação da dinastia Pagan pelo rei Anawrahta. Durante essa dinastia, os birmaneses prosperaram no comércio e construíram muitos templos e pagodes budistas; além disso, desenvolveram a escrita birmanesa baseada no idioma Mon. Com a invasão dos mongóis no século XIII d.C., a dinastia Pagan chegou ao fim.
As primeiras guerras anglo-birmanesas ocorreram em 1824 e 1853. Em 1885, a Grã-Bretanha venceu a terceira guerra anglo-birmanesa e assumiu totalmente o controle do país.
Já no século XX, com o início da II Guerra Mundial, os birmaneses chegaram a auxiliar o Japão em uma tentativa de expulsar os colonizadores ingleses. Finalmente, em 1947, o país obteve sua independência, tornando-se uma união federativa de sete distritos e sete Estados minoritários.
Em 1962, o Partido do Programa Socialista da Birmânia (PPSB) assumiu o poder e instaurou o socialismo. Decisões do governo deterioraram a situação econômica, e as mudanças de chefes de Estado, nomeados pelo PPSB, deixaram a população extremamente insatisfeita.
Foram marcadas eleições para 1990, em que o PPSB foi derrotado por 80%. O governo, entretanto, ignorou o resultado, proibiu as atividades da oposição, prendeu e exilou os oponentes e reprimiu as manifestações do povo. Ainda hoje há oponentes presos. A mais famosa é Aung San Suu Kyi, líder da oposição Liga Nacional Pró-Democracia. Ela ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1991. Sua popularidade impede o governo de executá-la, mas ele a mantém incomunicável em sua prisão domiciliar.
Depois que a junta militar aumentou o preço dos combustíveis, em agosto de 2007, milhares de birmaneses marcharam em protesto, liderados por pró-democratas e monges budistas. No final de setembro de 2007, o governo massacrou os manifestantes, assassinando 13 pessoas e detendo milhares por participar dos protestos.
Desde então, o regime vem invadindo casas e mosteiros, detendo suspeitos de atividades pró-democráticas.
**Theravada ( Pali : थेरवाद Theravada, sânscrito : स्थविरवाद Sthaviravada ), literalmente, "o ensino dos sábios" ou "Ensinando a antiga", é o mais velho sobrevivente da escola budista. Foi fundada na Índia.  É relativamente conservadora e geralmente mais próxima ao budismo cedo; [1] por muitos séculos tem sido a religião predominante no Sri Lanka (hoje cerca de 70% da população [2] ) e na maioria das nações continentais do sudeste da Ásia (Camboja, Laos, Mianmar, Tailândia).
População
A população de Mianmar é composta de diversas minorias étnicas, cerca de 140; entre as principais estão os birmaneses, os shan, os karen e os rakhine. Muitas dessas etnias formam exércitos paralelos com a finalidade de defender suas terras e recursos naturais dos abusos do regime ditatorial do país.
Há uma alta taxa de mortalidade no país devido à AIDS. A doença diminuiu a expectativa de vida para 64 anos e elevou a taxa de mortalidade infantil. A taxa de crescimento demográfico também é afetada pelo vírus, sendo a segunda mais baixa da região.
A maioria dos birmaneses é adepta do budismo, que entrou no país durante os primeiros séculos da era cristã e tem sido a religião dominante desde o século IX. Ele exerce enorme influência sobre a nação.
Os muçulmanos se encontram na região do Arakan, próxima à fronteira com Bangladesh, no extremo sudoeste do país. Crenças tradicionais são praticadas por minorias étnicas e influenciam a prática do budismo.
Economia
A economia de Mianmar é uma das menos desenvolvidas do mundo e muito disso se deve ao endurecimento das políticas econômicas do país por parte de seu governo. Os principais setores econômicos do país são a agricultura, a indústria leve e pesada e o comércio de arroz. Parte de sua economia é dominada pelo setor privado e parte pelo Estado.
Apesar das sanções impostas pelos EUA e outros países do ocidente, devido às violações dos direitos humanos por parte do governo, potências da Ásia, como China e Tailândia, têm investido pesado no país, com a finalidade de explorar seus recursos naturais: petróleo, gás, madeira, pedras preciosas, minérios e energia hidrelétrica. A agricultura corresponde a 42% do PIB do país e a indústria, a 20%.

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