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Jordânia (País Perseguido 40/2012)



Como o cristianismo é uma religião reconhecida e os não-muçulmanos podem professar e praticar a fé cristã, as igrejas devem receber reconhecimento legal do governo.


A Igreja
Segundo a tradição, escrita pelo historiador da Igreja, Eusébio, após a guerra judaica 66-70 d.C na qual o templo judeu foi destruído e os judeus e cristãos foram dispersos, estes últimos fugiram da Palestina para uma cidade chamada Pella, que fica a leste do rio Jordão, onde hoje é a Jordânia.
Portanto, os primeiros cristãos chegaram ao país durante a época dos apóstolos, e seus descendentes resistiram até os dias de hoje, mantidos pelo zeloso clero ortodoxo. As cidades de Husn, no norte, e Fuheis, perto de Aman, a capital, são predominantemente cristãs.
As cidades de Madaba e Karak, ambas ao sul da capital, também têm populações cristãs importantes. Eles estão em todos os grupos da sociedade jordaniana, mas especialmente entre os comerciantes e trabalhadores.
A Perseguição Religiosa
Na constituição do país, o Islamismo consta como religião oficial, mas garante o livre exercício de outras crenças e proíbe a discriminação religiosa. A liberdade religiosa no país piorou entre 2007 e 2008. O governo abriu casos judiciais contra apóstatas (pessoas que abandonaram o islamismo) e expulsou cerca de 30 obreiros cristãos estrangeiros.
Membros de grupos religiosos não-registrados e ex-muçulmanos sofrem discriminação legal e correm o risco de perder seus direitos civis. Alguns indivíduos, e até famílias inteiras, têm sido ameaçados.
Os tribunais regidos pela sharia (lei islâmica) têm autoridade de processar evangelistas e pessoas que abandonam o islamismo. Quando um muçulmano se converte ao cristianismo, o ato não é legalmente reconhecido pelas autoridades, de modo que ele continua a ser tratado como muçulmano perante a lei. Os filhos menores de um muçulmano do sexo masculino que se converte ao cristianismo continuam sendo legalmente muçulmanos.
Como o cristianismo é uma religião reconhecida e os não-muçulmanos podem professar e praticar a fé cristã, as igrejas devem receber reconhecimento legal do governo. Elas precisam disso para ter direito à posse de um terreno e para ministrar os sacramentos, inclusive o matrimônio. As igrejas e outras instituições religiosas solicitam o registro ao primeiro-ministro.
O governo leva em conta os seguintes critérios para reconhecer as igrejas cristãs: a fé não deve contradizer a natureza da Constituição, nem a ética, os costumes ou as tradições públicas; deve ser reconhecida pelo Conselho de Igrejas do Oriente Médio; não deve se opor à religião nacional; e o grupo deve ter alguns jordanianos como membros. O Governo não interfere no culto público da minoria cristã.
História e Política
Jordânia não tem saída para o mar, exceto por uma diminuta faixa costeira no Golfo de Aqaba. Seu território é majoritariamente constituído por áreas desérticas. Na parte oeste do país há uma região montanhosa e a grande falha de Rift (um complexo de falhas tectônicas), que separa as margens leste e oeste do Rio Jordão.
A maior parte da margem leste do Jordão é desértica e árida. O Mar Morto, que a Jordânia compartilha com Israel, é a região mais baixa de todo o planeta, situando-se a mais de 400 metros abaixo do nível do mar. O nome do país deriva do rio Jordão, que corta parte de seu território. Em latim, o nome era Jordanes ou Jordanis. Em hebraico, Yarden, do verbo yarad, que significa "descer", aludindo ao declive apresentado pelo rio.
Considerada uma das regiões mais antigas do mundo, lar de diversos povos e dominada por muitos impérios, a Jordânia conta com uma rica história, demonstrada através das ruínas de cidades como Petra. Muitos povos citados na bíblia habitaram as terras da atual Jordânia, como os Edomitas, Moabitas e Amorreus. Suas terras foram dominadas pelos grandes impérios da antiguidade, como os assírios, babilônios, persas e sírios selêucidas.
Ao final do século II a.C., tornou-se província do Império Romano e, no século VII d.C., foi conquistada pelo árabes. No século XVI a Jordânia foi dominada pelos turco-otomanos e assim permaneceria até a primeira Guerra Mundial, quando os britânicos a tomaram. Nesse período, a área que hoje corresponde a Israel, Faixa de Gaza, Cisjordânia e Jordânia foi denominada de Emirado da Transjordânia.
A Jordânia envolveu-se em três conflitos árabe-israelenses e perdeu todos. No entanto, foi a Guerra do Golfo em 1990 que provocou o maior impacto negativo no país, devido ao grande fluxo de refugiados e à deterioração da economia. A enorme população palestina pressiona o governo jordaniano para que mostre um interesse maior no processo de paz entre árabes e israelenses.
A Jordânia se tornou independente em 1946. Atualmente é uma monarquia constitucional, governada pelo rei Abdullah II.
População
A Jordânia é o lar de grande número de refugiados. Dos iraquianos que fugiram da guerra, entre 250 e 450 mil estão no país, muitos dos quais não têm documentos ou vistos de turismo. Os refugiados palestinos, fugindo da ocupação israelense, já somam 1,8 milhão. A maioria dos jordanianos é muçulmana, principalmente de tradição sunita.
Existe um pequeno grupo de alavitas (seita de tradição xiita), que habita a região fronteiriça com a Síria.
Economia
A economia da Jordânia está entre as mais fracas do Oriente Médio. É muito dependente da exploração de fosfatos, carboneto de potássio, turismo e da comercialização de fertilizantes. O país sofre com o alto nível de desemprego, pobreza e inflação.
O país tem reservas insuficientes de água, petróleo e outros recursos naturais. A pobreza, o desemprego e a inflação são os principais problemas. A taxa de desemprego oficial é de 13%, mas outras fontes estimam que, na realidade, seja de 30%. Tais condições de pobreza e a derrocada geral da economia têm gerado conflitos políticos no país.

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