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Etiópia (Páis Perseguido 38/2012)



A Igreja evangélica é a que mais sofre, por ser a minoria. Ela é monitorada pelo governo e não goza dos mesmos direitos que os ortodoxos ou muçulmanos, pois são consideradas seitas

A Igreja
Segundo a tradição, o cristianismo chegou à Etiópia por meio de um jovem náufrago proveniente de Tiro, chamado Freumêncio, que conquistou a confiança do rei etíope e foi educador do príncipe. Ao assumir o trono, o príncipe declarou o cristianismo a religião oficial do seu reino. A Igreja Ortodoxa Etíope foi fundada em 332 d.C., por Santo Atanásio.
Com o advento do islamismo no século VII e suas investidas militares, a Etiópia ficou isolada do resto no império romano do oriente (Império Bizantino), estreitando suas relações apenas com a igreja de Alexandria (Egito). Mesmo assim, o cristianismo continuou como a religião preponderante ao longo da história do país. Por suas relações mais próximas da igreja egípcia, a igreja etíope aderiu à liturgia copta ortodoxa.  A cada ano a igreja cresce em aproximadamente um milhão de membros, a maioria resultante de nascimentos em lares cristãos.
O protestantismo chegou à Etiópia com sociedades missionárias. As três principais missões que formaram a Igreja protestante na Etiópia são: missão luterana, missão Interior do Sudão e a missão menonita. As missões luteranas foram as primeiras a chegar e criaram a igreja Mekane Yesus (lugar de Jesus), em 1959. A Mekane Yesus é forte no sul e oeste da Etiópia, áreas abertas aos missionários, por não haver forte presença ortodoxa.
A missão Interior do Sudão começou a trabalhar no Sul da Etiópia na década de 1920 e saiu do país quando os italianos invadiram o país, em 1938. Voltando cinco anos mais tarde, esses missionários encontraram uma próspera igreja, formada por mais de cem congregações e 20 mil membros. A igreja Kale Hiwot (Palavra de vida) nasceu desse ministério e continuou a crescer desde o restabelecimento da liberdade religiosa, em 1991.
A missão menonita foi à Etiópia após a Segunda Guerra como agência de ajuda humanitária, mas recebeu autorização para evangelizar. Duas igrejas distintas nasceram por influência da missão menonita: a Meserete Kristos (Cristo é o fundamento), parte importante da organização menonita mundial; e a igreja Mulu Wengel (Evangelho Pleno), que procura se manter livre de ligações com o ocidente.
A Perseguição
A constituição prevê a liberdade de religião, tendo outras leis e políticas contribuído para a prática livre da religião em geral.  O governo de modo geral respeita a liberdade religiosa na prática, no entanto, ocasionalmente algumas autoridades infringem esse direito. Tensões localizadas entre as comunidades muçulmana e cristã resultaram em alguns episódios violentos. Através de vários programas cívicos, o governo tentou combater a violência sectária.
A perseguição durante o regime marxista de Mengistu Haile Mariam (1974-1991) foi bastante severa, mas diminuiu consideravelmente após a queda do regime, em 1991. Em 1997, a igreja protestante testemunhou uma oposição radical exercida por muçulmanos, cristãos ortodoxos e pelo governo.
A Igreja evangélica é a que mais sofre, por ser a minoria. Ela é monitorada pelo governo e não goza dos mesmos direitos que os ortodoxos ou muçulmanos, pois são consideradas seitas. A Etiópia é um dos casos em que a igreja persegue os adeptos da sua própria fé. Apesar disso, a igreja etíope cresce em ritmo acelerado; a atual atmosfera de liberdade tem favorecido a oportunidade de evangelização no país.
História e Política
A Etiópia está localizada em uma importante área do leste africano conhecida como Chifre da África, limitada ao norte pela Eritreia, a leste pelo Djibuti e pela Somália, ao sul pelo Quênia e a leste pelo Sudão. Seu território possui um grande número de montanhas e planaltos. A região apresenta grande diversidade no clima e na vegetação.
De acordo com as recentes descobertas arqueológicas, o Homo Sapiens teve origem na região onde hoje se localiza a Etiópia. Historicamente conhecida como Abissínia, o nome Etiópia deriva do grego Aithíops, “queimado”. Junto com seus vizinhos citados acima, a Etiópia formou o antigo Império Axum, cujas origens estão no famoso reino de Sabá, que, por volta do ano 1000 a.C., abrangia o chifre da África e parte da península arábica. A Etiópia é considerada o mais antigo país da África independente. Seus portos marítimos no Mar Vermelho foram muito úteis para o Império Romano e Bizantino. O país nunca foi colonizado, com exceção de um período de cinco anos em que foi ocupado pela Itália (1936-1941).
A Etiópia moderna surgiu sob o imperador Menelik II, que estabeleceu sua independência pelo encaminhamento de uma invasão italiana, em 1896.  Ele ampliou a Etiópia pela conquista. Distúrbios que se seguiram à morte de Menelik II trouxeram sua filha ao trono em 1917, com seu primo, Tafari Makonnen, como regente e herdeiro aparente. Quando a imperatriz morreu, em 1930, Tafari foi coroado imperador Haile Selassie I.
Haile Selassie, chamado de "Leão de Judá", aboliu a escravidão e tentou centralizar seu reino, onde se falavam 70 línguas.  Em 1931, ele criou uma constituição, que pedia um parlamento com um Senado nomeado, uma câmara de deputados eleitos e um sistema de tribunais. Mas o poder básico permaneceu com o imperador.
Em 1974, uma junta militar depôs o imperador Haile Selassie, no poder desde 1930, estabelecendo o socialismo na Etiópia. O período socialista durou até 1991 e foi marcado por golpes de Estado sangrentos, rebeliões, seca e problemas com refugiados.
A gestão mais conhecida foi a do coronel Mengistu Haile Mariam (1977-1991). Ele foi considerado responsável pela morte e desaparecimento de milhares de etíopes durante os anos de 1977-1979. Em 1991 ele fugiu inesperadamente do país e refugiou-se no Zimbábue.  Em dezembro de 2006, Mengistu foi considerado culpado de praticar genocídio durante seu governo e, em maio de 2008, foi sentenciado à morte. Em 1998 a Etiópia entrou em guerra com a Eritreia por causa das delimitações de seus territórios, mas um acordo de paz entre os dois países foi assinado em 2000.
A Frente Revolucionária Democrática do Povo Etíope, que assumiu o governo após a saída de Mengistu, dirige a nação até hoje.
População
A distribuição da população da Etiópia geralmente está relacionada à altitude, clima e solo.  Esses fatores físicos explicam a concentração da população em terras altas, que são dotadas de temperaturas moderadas, solo rico e precipitação adequada.
A população etíope é diversificada. Há no país mais de 70 grupos étnicos que, juntos, compõem a população, falando 84 línguas. O idioma amárico é o oficial, e o maior grupo étnico é o Oromo. Algumas escolas, entretanto, substituíram o ensino dessa língua por outras mais faladas na região, como o oromifa e tigrinia. Devido ao alto nível de infecção por HIV e ao nível de pobreza da maior parte da população, a expectativa de vida no país é de 56 anos. Apenas 42% da população com mais de 15 anos é alfabetizada.
Economia
A pobre economia da Etiópia é baseada na agricultura, que corresponde a cerca de 90% do PIB e a 85% dos empregos gerados no país. Café, feijão (sementes oleaginosas) e cana-de-açucar são os principais produtos de exportação.
As secas periódicas, a erosão e o esgotamento do solo, o desmatamento, a alta densidade populacional e a infraestrutura precária tornam difícil o abastecimento satisfatório dos mercados. O país recebeu, em 2010, mais de 700 mil toneladas de alimentos como ajuda humanitária. As indústrias mais importantes são as de tecido (de algodão), cimento, alimentos enlatados, material de construção e artigos de couro.

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