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Sudão (País Perseguido 16/2012)


Atualmente, o país é o lar de milhões de cristãos, estimados em quase 20% da população. Eles se concentram principalmente na região sul, onde se acredita que 80% dos habitantes pratiquem o cristianismo.

A Igreja
O cristianismo teria chegado ao Sudão (Núbia) por volta do século III, devido à influência cristã de seu vizinho (Egito) e de outros territórios da África dominados pelo Império Bizantino. No século VI, o rei Dongola se converteu ao cristianismo de origem copta (egípcio).
A conversão do rei colaborou para que missionários cristãos convertessem todo o Sudão por volta do século VI, mas forças islâmicas subjugaram completamente os reinos cristãos nos séculos XIII e XIV.
Atualmente, o país é o lar de milhões de cristãos, estimados em quase 20% da população. Eles se concentram principalmente na região sul, onde se acredita que 80% dos habitantes pratiquem o cristianismo.
A Perseguição Religiosa
Apesar da intensa perseguição, os cristãos sudaneses têm realizado ministérios significativos, com Cruzadas evangelísticas na capital, Cartum, e igrejas se multiplicando rapidamente no sul do país. Apesar do risco substancial, diversas organizações estrangeiras oferecem ajuda humanitária, literatura e treinamento à igreja sudanesa.
As campanhas coercitivas de islamização promovidas pela Frente Islâmica Nacional (FIN) e dirigidas primariamente aos cristãos e animistas negros do sul do país constituem um dos ataques mais cruéis à igreja cristã de que se tem notícia no mundo. Há uma ampla e atualizada documentação que denuncia a venda de cristãos como escravos a comerciantes árabes do norte do Sudão, a separação de famílias, a imposição coercitiva da fé islâmica a crianças cristãs, a total destruição de igrejas e o uso de tortura. Relatos ainda revelam a prática da “crucificação” de cristãos, que consiste no espancamento de pessoas amarradas em cruzes.
Ao longo dos últimos anos, nove instituições católicas foram demolidas ou confiscadas. Além disso, pastores são detidos e encarcerados sob falsas acusações, e já houve casos de prisão e condenação à morte de muçulmanos convertidos ao cristianismo.
História e Política
O Sudão é o maior país da África, localizado no centro-leste do continente. Seu território divide-se em duas regiões bem distintas: uma área desértica ao norte e uma área de savanas e florestas tropicais ao sul. O nome Sudão deriva da expressão árabe Bilad-al-Suden, que significa “país ou terra dos negros”.
A história do Sudão tem uma forte ligação com o Egito: quando houve a unificação do Baixo e Alto Egito no terceiro milênio a.C., quase toda a região banhada pelo Rio Nilo foi dominada pelos egípcios. Na antiguidade, o Sudão era conhecido como Núbia (considerada a mais antiga civilização da África) e seus habitantes foram denominados etíopes, primeiro pelos gregos e depois pelos romanos.
Os árabes muçulmanos chegaram à Núbia no século VII com a intenção de pregar o islamismo, mas os cristãos dali fizeram um acordo para conseguir manter sua religião intacta. Esse acordo durou mais de 600 anos e implicava o pagamento de um tributo anual de 400 escravos.
No século XIII, porém, os muçulmanos mamelucos investiram pesado para impor a religião islâmica e, dessa forma, aumentar sua influência e poder no país. Os mamelucos conseguiram dominar toda a Núbia: derrubaram o rei cristão Dongola, colocando um príncipe muçulmano em seu lugar, e aboliram o tributo. Nos cinco séculos seguintes, o Sudão foi governado por reis muçulmanos.
Conflitos entre o Egito, o Sudão, a Etiópia e a Grã-Bretanha deram origem a um domínio anglo-egípcio na região, que se iniciou em 1899. Tal domínio sobreviveu às duas Guerras Mundiais e adentrou a década de 50, quando o crescente sentimento nacionalista levou o Sudão à sua completa independência em 1956.
Após a obtenção de sua autonomia, o país foi rapidamente devastado por uma guerra civil que durou quase vinte anos, seguida de uma década de paz frágil e delicada. O conflito recomeçou nos anos 90, quando fundamentalistas islâmicos tomaram o poder e impuseram novas leis, estabelecendo a sharia em todo o território sudanês. Cristãos que habitavam o sul do país protestaram e, ao ser ignorados, partiram para o conflito armado.
A Separação -  Norte e Sul
Esse período de 50 anos de guerra civil (1955-2005), com um breve intervalo de 11 anos, teve como pano de fundo razões políticas, econômicas e religiosas.
Economicamente o Sul do país, de maioria cristã, é mais rico em reserva de petróleo e recursos naturais que o Norte, exigindo mais autonomia política. Já o Norte, de maioria muçulmana, queria autonomia sobre todo o território sudanês, exigindo que todo o país fosse submetido à legislação islâmica, a Sharia. Além disso, é no norte que se encontram os portos de exportação de petróleo, o que torna uma região (ou país) dependente da outra. A soma total de mortos no conflito é de aproximadamente 2 milhões de sudaneses, tendo se encerrado em janeiro de 2005, com um acordo de paz entre o Norte e o Sul do país.
Tal acordo de paz foi fundamental para a pretensão do Sul de se separar do Norte, e, no dia 9 de julho de 2011, foi criado o Sudão do Sul. Há ainda em jogo muitas questões entre o Sudão do Sul e o Sudão (norte) que podem gerar um conflito militar, como demarcação de fronteiras, dívida externa, transações bancárias, transportes de uma região a outra e o controle sobre a região de Abyei.
A Fome
O Sudão é um dos países mais pobres do mundo e os cristãos são os que se encontram em pior situação entre a população sudanesa. Quase 2,4 milhões de sudaneses estão ameaçados pela fome causada pela seca e pela guerra civil que terminou em 2005.
Os combatentes desalojam a população civil, roubam os rebanhos e incendeiam vilarejos. Além disso, terras férteis estão improdutivas em função da constante movimentação da população, que foge das áreas de conflito. Apesar dos esforços realizados pelo Programa de Alimentação Mundial das Nações Unidas, como o envio de 15 mil toneladas de alimentos em agosto de 1998, pouca ajuda chega aos refugiados famintos.
Tal situação é explicada em parte pela atitude constante do governo de Cartum de reter as remessas humanitárias como retaliação aos ataques das forças rebeldes do Sul. Além disso, muitas tropas rebeldes acabam distribuindo a comida para seus próprios soldados, contribuindo para o desvio dos alimentos.
População
A população do Sudão é composta do diversos grupos étnicos. Juntas, as populações do Norte e do Sul somam quase 55 milhões de pessoas.
O islamismo é praticado por 70% dos sudaneses. Uma considerável minoria - cerca de 10% - continua a seguir crenças e tradições tribais. Muitos dessa minoria estão se voltando ao cristianismo.
Com a divisão do país em Sudão do Sul e Sudão (norte), o Sul ficou com uma população majoritariamente cristã e animista, e o norte, muçulmana.
Economia
O petróleo é um dos principais gêneros de exportação do Sudão, mas o setor agrícola corresponde a 80% da força de trabalho do país, sendo seus principais produtos o algodão e a goma arábica.
O desenvolvimento industrial do país ainda é muito limitado e os vários anos de guerra civil contribuíram para o não crescimento econômico neste setor. Nos últimos anos, o país investiu pesado na indústria militar.

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